Protegido: O Feminismo (não) está na moda

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Ciclo Idiomas & Literatura

Encontros de conversação livres

Queres aprender a falar outros idiomas e ao mesmo tempo conhecer escritoras, livros, personagens, histórias..?

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Para muitas pessoas, a parte mais difícil de aprender um idioma novo é a conversação. Isso não é surpresa, pois dependendo da rotina, a oportunidade de conversar em inglês, português, francês, espanhol ou italiano e desenvolver a fluência pode ser rara no nosso quotidiano.

A Confraria Idiomas & Literatura promove aulas livres de conversação em 05 idiomas para pessoas interessadas em desenvolver as suas habilidades comunicativas. Cada aula possui a duração de 2h e decorrerá em mini-grupos, durantes os meses Junho e Julho, sempre às 19h.

Cada semana, uma das colaboradoras do Ciclo Idiomas & Literatura se reúne com as/os participantes para praticar um idioma e viajar pela literatura do mesmo.

As conversas abordam vários temas relacionados com a Literatura da língua escolhida e a monitora ajuda as/os participantes corrigindo os seus erros, dando dicas, e introduzindo novo e variado vocabulário ao mesmo tempo que e exploram o seu universo literário de cada idioma.

Gostavas de experimentar?
Para reservar o teu lugar ou tirar dúvidas, entre em contacto connosco através do email livrariaconfraria@gmail.com

Nº mínimo: 3 alunos/máximo 6
Duração: 2h
Semana: 1 vez por semana
Mensalidade: 30€ | Sócias de vida e estudantes 25€
Aula avulsa: 8€
Horário: 19h | dia da semana a designar para cada idioma (2ª, 3ª, 4ª ou sábado de manhã)
Idiomas: inglês,português, francês, espanhol ou italiano

Sábado 12 de Maio, um pedacinho da Palestina na Confraria

A Confraria Vermelha e a autora  Shahd Wadi   têm o prazer de a/o convidar para a apresentação do livro  “Corpos na Trouxa | Histórias-artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio” de Shahd Wadi

Contamos com a presença de todas e todos na sábado, 12 de Maio, pelas 16h30 na Livraria Confraria Vermelha.

16h30

Apresentação do Livro 

“Corpos na Trouxa | Histórias-artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio” de Shahd Wadi

O livro será apresentado por Cristina Néry, a que se seguirá uma curta intervenção da autora e leitura de alguns excertos do livro.

Sinopse
Enquanto mulher palestiniana, trago comigo este livro como o meu próprio corpo na trouxa do exílio. “Corpos na trouxa” trará também consigo um dia o meu corpo na trouxa do regresso a uma Palestina livre. Foi a trouxa que me deu a conhecer a história do exílio da minha família da Palestina. E foi ela que me ensinou a conhecer-me a mim mesma. De tudo isto trata este livro.
“Corpos na trouxa” são as histórias de vida de mulheres palestinianas no exílio contadas pela arte e pelos corpos. Através de criações artísticas e culturais contemporâneas, estas mulheres narram a história da Palestina que acontece no seu corpo, uma história que é também a minha. Fica a pergunta: será que podemos recriar nos corpos e na arte o nosso lugar perdido e a nossa base de resistência feminista e palestiniana?
Um poema, um filme, uma pintura, um romance, uma música, uma fotografia – eis as trouxas do exílio, que não só acolhem os nossos corpos, as nossas memórias e histórias de vida, como são o lugar onde exercemos a nossa resistência. Este livro é também a minha resistência.

Sobre a autora

Shahd Wadi. Palestiniana, entre outras possibilidades, mas a liberdade é sobretudo palestiniana. Procurou as suas resistências ao escrever “Feminismos dos corpos ocupados: as mulheres palestinianas entre duas resistências”, tese de mestrado em Estudos Feministas pela Universidade de Coimbra, a mesma instituição onde veio a obter o doutoramento. Para os respetivos graus académicos, ambas as teses foram as primeiras no país na área dos Estudos Feministas. Foi então selecionada para a plataforma Best Young Researchers (erd). Na sua investigação, que serve de base a este livro, aborda as narrativas artísticas no contexto da ocupação israelita da Palestina e considera as artes um testemunho de vidas. Também da sua.

18h00

Apresentação do projecto “Espaços livres de apartheid sionista, racismo e anti-semitismo” pelo Grupo Acção Palestina

Inauguração da Confraria Vermelha Livraria de Mulheres como espaço livre de apartheid sionista, racismo e anti-semitismo | Grupo Acção Palestina 
Colocação do símbolo de “Espaço livre de apartheid sionista, racismo e anti-semitismo”, por Shahd Wadi.    

Qual o significado da palavra «antepassada» para as novas gerações?

No contexto deste livro “antepassadas” não faz referência simplesmente as pessoas que nasceram antes de nós, mas sim, as pessoas do género feminino que contribuíram de uma forma essencial para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural. Este livro está destinado principalmente a ser um referente para as novas gerações e para mim (e espero que para ti) um agradecimento às gerações passadas que nos abriram caminho. Não me canso de repetir (para não me esquecer) que ‘porque foram somos e porque somos serão’.

As Cientistas de Rachel Ignotofsky (2018, Bertrand Editora) é o que eu gosto de chamar de livro-memória, um livro que nos ajuda a todas (e a todos) a ser conscientes (e a não esquecer) as contribuições, neste caso científicas, que fizeram as nossas antepassadas desde os séculos antes da era cristã até ao século XXI. Numa época histórica na qual pertencer ao género feminino se vê como um impedimento para qualquer tipo de desenvolvimento intelectual. Conjugo no presente porque como disse Audre Lorde, “Eu não serei livre enquanto houver mulheres que não são, mesmo que as suas algemas sejam muito diferentes das minhas”, mesmo estando no século XXI muitas irmãs não têm as mesmas oportunidades nem direitos do que eu a aceder a uma educação justa e livre, por isso vou continuar a conjugar a desigualdade no presente do indicativo.

Durante séculos as mulheres estivemos excluídas.

No passado as que destacavam pela sua sabedoria eram consideradas bruxas e eram queimadas na fogueira, mesmo quando se aboliu esta persecução, tão feroz como absurda, os filósofos e cientistas, incluídos os conhecidos como «ilustrados», continuaram a alimentar o mito da absoluta superioridade intelectual masculina. Na maioria dos casos não se reconhecia o contributo das mulheres e muitas vezes quando se admitia considerava-se que tinham tido a influência dos pais, irmãos ou maridos: ou seja, figuras sempre pertencentes ao género masculino.

Na realidade, ao longo da história assim como na época atual as mulheres temos contribuído para o desenvolvimento da ciência tal como o homem, contudo foi-nos exigido mais, nomeadamente conciliar as nossas carreiras com o papel de género de mulher e de mãe, em resumo de cuidadoras. Outro dos obstáculos que tivemos que ultrapassar durante milénios foi o impedimento a termos acesso ao conhecimento e a educação, justificando esta proibição com o facto de apresentarmos, geralmente, menor força física (sermos seres frágeis) como se existisse uma correlação com a força física e as capacidades intelectuais.

As personalidades femininas contempladas neste livro confirmam que as suas capacidades intelectuais não são monopólio do género masculino e podemos também constatar que as mulheres também apresentam uma excelente capacidade de adaptação às condições ambientais. As mulheres conseguimos desenhar o nosso próprio caminho no universo das ciências, como em todos os outros, um universo que pertencia a uma elite sociocultural e de género que podia contar com tutores e apoios vários.

Maria Rouco lê o texto de uma jovem cientista. Obrigada à Maria Rouvisco Monteiro por ter partilhado desde a Antártida o seu testumunho como mulher cientista.

As mulheres que descobrimos neste livro alcançaram grandes feitos assim como muitas outras mas só um número reduzido alcançou o reconhecimento internacional como por exemplo, receber o prémio Nobel, criado em 1901 e que só um 4% dos premiados na área das ciências são mulheres. Este reduzido reconhecimento coloca em evidência o desconhecimento e a reduzida valorização das contribuições das mulheres nos diferentes âmbitos da ciência.

No contexto da Conferência Mundial sobre a Ciência (1999), os estados participantes manifestaram a urgência de garantir a igualdade ao acesso a educação que ainda hoje não é real nem sequer nos países que apresentam um notável desenvolvimento cultural.

O manifesto apresentado alertava que: “Se desejamos que a ciência seja orientada verdadeiramente de forma a satisfazer as necessidades reais da humanidade, é urgente alcançar um equilíbrio na participação de ambos géneros nos diferentes âmbitos da ciência e no seu progresso.” Hoje a presença das mulheres confirma que a capacidade de produzir ciência é um contributo próprio da espécie humana sem distinção de género, classe ou raça sempre que todas e todos tenhamos as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento.

Com este livro-memória e com muitas outras acções para a igualdade desejo que as novas gerações desfrutem do direito, independentemente do seu género, classe ou raça, a utilizar com liberdade as suas próprias capacidades intelectuais.

Um direito que foi negado às nossas antepassadas.

Queria terminar esta partilha agradecendo a presença (da direita à esquerda) da Aline Flor, Jornalista, da Maria Rouco, Contadora de Histórias e da Helena Ferreira, colaboradora do blog Cientistas Feministas nesta tarde de sábado do mês de Abril. Obrigada por terem partilhado com todas as pessoas presentes a vossa leitura de as As Cientistas de Rachel Ignotofsky e obrigada a editora Bertrand por ter traduzido e publicado este livro-memória para que todas e todos o possamos desfrutar.

 

Texto escrito:

Oficina: Ler, relaxar, voar

A literatura envolve emocionalmente o ser humano. Através da leitura, as pessoas relacionam as novas informações com as que já povoam a sua memória e, nesse processo inconsciente, identificam-se com as personagens e os seus problemas, confrontando as situações que vivem com as que lêem, colocando-se, desta forma, no lugar das outras e dos outros. É um processo mágico que nos faz sentir a todas e a todos membros da mesma família e pertencentes à mesma natureza/geografia.

Estamos sempre a aprender e a crescer com a história das outras e dos outros. Para tal, basta mostrar abertura! Aquilo que propomos é uma oficina onde poderás descobrir livros incríveis e redescobrir novas leituras em livros que já leste, enquanto te deixas ir e flutuar cada vez mais profundamente, até ficares completamente relaxada/o.

A partir de excertos de várias obras sobre um tema, que nesta primeira sessão será a LIBERDADE, pretendemos reflectir sobre as problemáticas do mundo actual, utilizando a literatura como factor de resiliência.

4 Maio | 19h
Sessão dinamizada por Helena G. Ferreira
Incrições Abertas | Vagas Limitadas (6 lugares)
inscrição é gratuita mas obrigatória por motivos de organização.
Caso tenhas interesse em participar envia um email para livrariaconfraria@gmail.com

Contra o esquecimento a palavra e os cravos.

Hoje percorri as ruas da cidade com um cravo na mão, hoje foi mais um dia para recordar que a memória faz parte do verbo ser conjugado no presente.

Um das razões pelas quais existem as livrarias de mulheres (no mundo) é para nos motivar a continuar a re/construir um mundo mais justo e livre.

Contra o esquecimento temos a palavra e os cravos. Contra a morte total da memória (da existência) está o relato de outras vidas. Com a palavra, com o conhecimento daquilo que já passou preservamos a memória e não deixamos desaparecer o que já se foi e que faz parte do que somos. Com a palavra morremos um pouco menos. As nossas vidas deixam de parecer tão efémeras. Quando surge uma livraria de mulheres surge a possibilidade de recuperar a palavra das que nos precederam, assim como a cada 25 de Abril preservamos a memória de um momento da nossa história que nos deu esperança para continuar a re/construir um mundo onde todos e todas tenhamos voz. A palavra é também memória e recuperar a palavra das que foram, torna a nossa vida menos morte. ‘Porque foram somos, porque somos serão’.

Todos os 25 Abril ao ouvir os primeiros acordes de Grândola Vila Morena ou E Depois do Adeus… Sei mais uma vez que não quero esquecer. A nossa capacidade de esquecer controla tudo, tritura tudo, tudo o que hoje sei quero que fique guardado num papel.. Num livro.. Numa foto.. Num cravo a cada 25 de Abril.

Todos os dias quando entro na Confraria penso, Se não falarmos de nós mesmas, quem é que o vai fazer?’

Uma livraria de mulheres é um espaço para preservar a memória, para reconstruir a história e para projetar um futuro onde cada pessoa possa construir o seu próprio espaço e possa usar a sua voz com as mesmas possibilidades de ser ouvida. Cada estante recupera a palavra das mulheres. E é tão importante recuperá-la!
É importante porque as suas palavras podem ser como rochas sólidas enraizadas à terra que nos permitem atravessar a corrente. Cada livro da estante é necessário assim como cada cravo a cada 25 Abril, todas nós precisamos das palavras que outras escreveram para poder atravessar a corrente neste remoinho cultural no qual tem estado submerso o nosso género durante séculos. Precisamos destas rochas para não permitir ser arrastadas no remoinho da desesperação, para ter consciência que a nossa impotência não é uma fatalidade ou uma graçola de mau gosto da natureza. Que para superar a incapacidade de nos expressarmos, para sermos conhecedoras da “sabedoria” dos homens, a ciência, e para ter acesso, em resumo, a compreensão do universo, são necessários anos, talvez séculos e principalmente as palavras das que nos precederam, das que foram sendo esquecidas na história e nas estantes das bibliotecas e livrarias. As que descobriram muito antes de nós que a História tem sido fabricada por homens, pelos homens das castas superiores para proveito dos homens das castas superiores.

Não quero esquecer as suas palavras, as minhas palavras, as tuas palavras… O esquecimento é um tirano nas nossas vidas, na nossa história. Criar espaços e tempos para partilhar as palavras (os livros) das mulheres ou or para a rua cada 25 abril é iniciar,  é continuar (não estamos todas na mesma etapa do caminho) uma luta por vezes solitária outras colectiva mas sempre pertinente contra o esquecimento. Contra a invisibilidade nas sombras da história.

Cravos de Solidariedade & Sororidade

Livro a livro, cravo a cravo recuperamos a palavra das mulheres que nos precederam nisso tão abstracto e concreto que é a existência. Ninguém o vai fazer por nós. E sendo sincera às vezes preferia que nem tentassem fazê-lo porque pior que o esquecimento é perpetuar a imagem que o patriarcado criou de nós. As mulheres somos metade anjo metade demónio. Um animal criado pelos homens do patriarcado que em nada se parece com a mulher. Com o que cada uma de nós é.

Por sorte as mulheres não somos todas iguais. Apesar de se reinventar dia a dia uma homogeneidade através da publicidade, do cinema e

da cultura em geral. Teríamos grandes surpresas, especialmente os homens, se empática e modestamente nos sentássemos a ouvir as palavras das mulheres. Mas para ouvir há que deixar de pensar que se é o rei do universo. 25 de Abril sempre, machismo nunca mais!

Who Cooked Adam Smith's Dinner?
Autora: Katrine Marçal.
Categoria(s): Economía, Feminismo.
PVP Confraria: 11€
encomendar: livrariaconfraria@gmail.com
Portes Gratuitos em encomendas superiores a 15€ para portugal continental e ilhas

Dizem que o senhor Adam Smith, é o pai da economia moderna, escreveu que não era pela benevolência do talhante ou do padeiro que podíamos jantar cada noite (os que têm o que comer) mas sim porque se preocupavam pelo seu próprio bem-estar; assim, o lucro fazia girar o mundo e nasceu o Homo economicus. Cínico e egoísta, o Homo economicus tem dominado a nossa concepção do mundo desde então e a sua influência estende-se desde o mercado até à forma como compramos, trabalhamos e flertamos. Contudo, o senhor Adam Smith jantava todas as noites graças a que a mãe lhe preparava a janta, e não o fazia por egoísmo mas sim por ‘amor’.

Hoje, a economia centra-se no próprio interesse e exclui qualquer outra motivação. Ignora o trabalho não pago de criar, cuidar, limpar e cozinhar. Insiste em que se pagamos menos as mulheres é porque o seu trabalho vale menos, porque seria então?!!? A economia tem nos contado uma história sobre o funcionamento do mundo e nós (sociedade) temos acreditado nela.

Mas chegou o momento de mudar essa história!!!! Estás preparada/o?!?!?

 encomendar livros: livrariaconfraria@gmail.com

Portes Gratuitos em encomendas superiores a 15€ para portugal continental e ilhas.