A minha estante por Kate

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Ler um livro após outro e descobrir um outro e assim sucessivamente...

Na minha vida, desde cedo os livros estiveram presentes, a começar pelos livrinhos de colorir, seguindo-se os de contos, depois os de desenho e técnicas de construção, de histórias fantásticas, dos clássicos aos cancioneiros até aos que continuam a atrever a escrever nos dias de hoje, os de mapas, das grandes enciclopédias e dos gordos dicionários, todos habitavam as bibliotecas por onde fui crescendo. Mais tarde fui encontrando livros que contavam experiências de autores que viajavam para o outro lado do mundo, ao encontro de tribos e outras culturas que até lá nunca tinha ouvido falar, onde relatavam histórias delirantes e me fizeram “viajar”; despertei para os romances e para a poesia, e passei a ver as pequenas coisas do dia-a-dia de uma outra forma. Ao mesmo tempo, que os livros de leituras “obrigatórias”, perante o percurso académico… E todas essas páginas foram-se transformando levando umas a ser completamente esquecidas e umas outras a ser retomadas muitos anos depois, voltando aos ensaios e a teses, valorizando a importância destes.

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A estante da Kate e do Bigodes

Foram vários os livros que me marcaram no passado e que me têm vindo a marcar, de forma a influenciarem a maneira de estar comigo mesma e com quem me rodeio, o mais coerente possível de acordo com os ideais que defendo e me fazem ser quem sou quando e como me relaciono com pessoas, animais e todas as demais espécies deste planeta, influenciando as diferentes opções de cinema, teatro, música e mesmo outras leituras, assim como a própria tragetória de investigação e do seguimento das mesmas (formação e reformulação do pensamento, constante), da sequência de livros que leio e por consequência, a forma de agir, procurar, reflectir, transformar, continuar. Ler um livro após outro e descobrir um outro e assim sucessivamente, as referências de uns e de outros, ao mesmo tempo que descobrir as pessoas que os escrevem, as quais, se me agradam vou acompanhando as escritas, conversas, percursos.

Podia referir… Simone Beauveoir, Susan Sontag, Judith Butler, Virgine Despentes, Diana Torres, Chimamanda Ngozi Adichie, Mercé Rodoreda ou Marina Tsvietaieva, Angélica Lidell ou mesmo Nina Berbérova, entre muitas outras e sem desprezar as mais clássicas, igualmente de referência, na sua altura de descoberta, todas bastante diferentes, umas mais activistas, outras mais poéticas, mas todas bastante genuínas, todas defensoras das suas lutas, e das lutas de todas. No entanto, a pessoa com quem mais me identifiquei, nos últimos tempos, foi sem dúvida Brigitte Vasallo, ao escrever o livro “PornoBurka”, vindo ao encontro da minha perspectiva sobre a liberdade individual, a minha visão da desconstrução social, política, sexual e da linguagem normativas como forma de construção de uma nova forma de estar, originando a pessoa livre, autónoma e independente do sistema.

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