Cura para a Hérnia do Hiato: Dieta a base de Filmes e livros

Estava à procura de filmes para ver este domingo calmamente e mimar a minha hérnia do hiato, que anda há uns dias muito impertinente. Encontrei este na minha lista de pendentes, Livre (Wild – no original). A protagonista é actriz Reese Whiterspoon.

O filme é uma adaptação cinematográfica do livro Livre de Cheryl Strayed, li o livro no início de 2014. Cherly é uma mulher, escritora, aventureira (e provavelmente mil coisas mais) que aos 20 e poucos anos ‘perdeu’ tudo. A sua mãe, com quem tinha uma forte ligação, morreu precoce e inesperadamente de cancro. Após isso, a família fragmentou-se. O casamento de Cheryl também terminou. Começou a usar heroína, abandonou a faculdade e chegou ao fundo do poço.

Independente e disposta a enfrentar os seus fantasmas, parte sozinha numa aventura: atravessar os Estados Unidos de uma ponta a outra.

E com um objectivo: entrar em contacto consigo mesma e repensar a sua vida.

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Uma dica: tenta ler o livro antes de ver filme, principalmente se estiveres a precisar daquele empurrãozinho para te fazeres a estrada… seja ela qual for.

Eu gostei da ideia de terem feito a adaptação do livro para o cinema, não vemos muitas protagonistas femininas partirem em aventuras, sem destino, sem rumo no cinema… talvez porque à mulher não lhe é permitida tanta liberdade. Talvez porque determinado tipo de viagens são muito “perigosas para as mulheres” e se alimenta a ideia do perigoso que é viajar sozinha sendo mulher (sei que há perigos reias que existem infelizmente).

Quando li o livro, acompanhei a trajectória que a Cheryl Strayed afronta sozinha em busca de um recomeço de vida. Ela atravessar a rota Pacific Crest Trail, um percurso de mais de 4000 quilómetros que atravessa os Estados Unidos desde a fronteira com o México até o Canadá.

Lembro-me de pensar, um dia quero fazer uma viagem assim, sozinha.

Confesso que na minha cabeça pairam esses medos de viajar sozinha pelo facto de ser mulher , a mensagem de “cuidado”, o medo e o imperativo de não ser agredida, violada (Acho que este é um dos maiores medos que sentimos, nós mulheres. Não somente no caso de viagens, mas em todos os dias da nossa vida. Cada mulher já carrega em si o seu próprio cativeiro.). São medos que foram gravados na minha (na nossa) mente mas que se vão desfazendo mais um pouco, quando leio relatos, na 1ª pessoa, de viagens feitas por mulheres.

Já viajei sozinha, ainda não fiz “a viagem” mas estou a pensar nisso. Tenho muita vontade!

E mesmo com todo o medo que eu possa sentir, não troco por nada as viagens que fiz e não abdico das que poderei fazer. A luta contra o cativeiro é constante, mas o mundo é enorme e ser mulher não nos devia impedir de o explorar inteiro.

Lareira acesa, chá pronto e carrego no play.

Um abraço da vossa livreira disléxica e bilinguisticamente baralhada,

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