Conheces a Sally Heathcote?

Estava aqui a ver o trailer de ‘Suffragette’ (para procurar inspiração para seguir lutando pelo Plano B) que estreia no próximo mês de Outubro, o filme é protagonizado pela Meryl Streep, Carey Mulligan, Romola Garai, entre outras, e conta a histórias das primeiras mulheres sufragistas.

Confesso-vos que estou com muita vontade de que chegue Outubro! :)

Até la, mergulho na novela gráfica de Mary M. Talbot, ‘Sally Heathcote: Suffragette’.

Esta novela gráfica recupera uma época de luta protagonizada pelas mulheres que exigiam o seu direito ao voto da Grã-Bretanha nos inícios do século passado. Através da linguagem da Banda Desenhada, Talbot tenta que as novas gerações não se esqueçam de porque é que hoje, podem acudir as urnas de voto.

Eu confesso-vos, que sou fã deste tipo de filmes e de livros porque as pessoas têm tendência a esquecer. É necessário contar as histórias, principalmente as histórias das mulheres pois são mais facilmente esquecidas!

Precisamos que nos lembrem aquilo que foi conseguido no passado não só para termos consciência da fragilidade das conquistas mas principalmente para conhecermos o caminho que foi percorrido até aos dias de hoje.

Morreram mulheres na luta pelo direito ao voto, e mesmo assim há quem diga que isso já não importa, que é passado e que o direito ao voto já foi conseguido. Este pensamento é cínico e mesquinho e ajuda a que o mundo da política continue a ser um universo de homens e de linguagem patriarcal.

Adorei o livro ‘Sally Heathcote: Suffragette’, a cor é um aspecto identificativo da obra, tanto pela protagonista, na qual destaca o seu cabelo ruivo, como pelos elementos de propaganda ao movimento: insígnias, bandeiras e panfletos.

Está cheio de cenas chave que representam muitas das actividades do movimento sufragista. Reflecte toda a energia que se gerou para organizar as marchas e concentrações, delegações e desfiles.

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Sally é a personagem que serve como fio condutor da trama, e é a única personagem de ficção na história. Achei muito interessante que Sally fosse uma personagem inventada mas que podia ser perfeitamente real, desta forma a novela reflecte a totalidade do movimento feminista, que foi massivo.

A luta pelos direitos da mulher estendeu-se por todas as classes sociais e foi mais além das fronteiras políticas, e Sally reflecte isso mesmo. Ao longo das páginas vemos as suas condições laborais e os abusos que sofre, vivemos a sua luta.

Apesar de Sally ser uma personagem de ficção a autora inspirou-se na autobiografia de uma mulher trabalhadora: Hannah Mitchell. Uma costureira sufragista e lutadora.

Uma das partes que mais me marcaram na leitura, foi quando Sally junto com outras companheiras foram encarceradas e decidem declarar greve de fome. Podemos ver nesta parte da história como foi usada a alimentação forçada como forma de tortura, é uma parte impactante no livro e na história do movimento sufragista.

E não vos conto mais nada, deixo-vos ler o livro e  serem vocês a contar o resto.

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Sally Heathcote Suffragette. Versão Inglesa aqui»»
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Sally Heathcote: Sufragista. Versão espanhola aqui»»

 

 

 

 

 

 

Um abraço da vossa livreira,

Sem Título

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