Uma vez li…: Teoria King Kong

  Virginie Despentes e a sua Teoria King Kong

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VIRGINIE DESPENTES. Vida agitada e polémica desde que escreveu o seu primeiro livro Baise-moi e que ela mesmo adaptou/realizou ao cinema mais tarde. O seu trabalho parte da sua experiência pessoal, construindo um discurso que agita as mentes conservadoras e que não entende de condescendência. As suas palavras são como granadas, granadas de ideias provocadoras.

"... Não peço desculpa por nada, nem venho queixar-me..."

Na minha opinião as ideias apresentadas neste “Teoria King Kong”, destinam-se mais a estigar as feministas tradicionais do que a captar iniciad@s… as ideias apresentadas neste ensaio pretendem superar o tabu da violação, reabilitar a prostituição como exercício de liberdade e a pornografia como ferramenta de sublimação do desejo. Temas sensíveis para as mentes bem-pensantes!

“Escrevo desde a feiura, escrevo para as feias, 
para as velhas, para as camionistas, 
para as frígidas, para as histéricas, para as taradas, 
para todas as excluídas do brande mercado da boa rapariga".

Virginie, é directamente incómoda, por vezes naif e subjectiva até divertida. O melhor do seu discurso explicito (neste livro) é a sua capacidade de lançar polémica, debate, de repensar se a nossa aproximação aos tabus continua a estar presa aos tópicos ou se estamos dispostas a olhar para eles com novos olhos. Não é uma leitura fácil pois faz-nos pensar desde as entranhas! 

Teoria King Kong é um livro necessário quando a nossa veia feminista estiver “anestesiada” e acharmos que não temos mais nada que (re)conquistar; quando estivermos embelezadas e alienadas  no “que-maravilhoso-é-ser-mulher” ou presas na aparente emancipação ocidental da mulher impedindo-nos de ver as algemas da feminidade e da masculinidade patriarcais, que todas (e todos) tão docilmente integramos. Teoria King Kong é um grito não só necessário mas acima de tudo liberador e revolucionário.

"Porque o ideal de mulher branca, sedutora mas não puta, bem casada mas não na sombra, que trabalha mas não com muito êxito para não se impor ao seu homem, magra mas não obcecada com a alimentação,que parece eternamente jovem mas sem se deixar desfigurar pela cirurgia plástica, (...) esta mulher branca feliz que nos colocam à frente dos olhos, essa, a qual nos deveríamos esforçar por parecer, para além do facto de me parece que fica em frangalhos no primeiro round, nunca me cruzei com ela em lado nenhum. É bem possível, que não exista." 

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#JUNTASCONTINUAMOSAFAZERACONTECER

Um abraço da vossa livreira vermelha,

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