MANIFESTOS LITERÁRIOS

9 Março parece-me bom dia para entrar na máquina do tempo…

Hoje quero voltar no tempo porque reler certos livros e certas autoras  em pleno 2015 pode ser uma experiência muito interessante. Vamos voltar a 1960 e a 1847 de uma vez só.

vasto450A 1960 para relermos Jean Rhys e o seu livro “Vasto Mar de Sargaços.” onde a autora faz uma releitura do livro “Jane Eyre” (1847) e onde literalmente ‘pirateia’ a Charlotte Brontë (re)criando a biografia de uma personagem aparentemente secundária: a primeira esposa do senhor Rochester, que vive encerrada e escondida no sótão da sua sinistra mansão Vitoriana. Este livro de Jean Rhys é uma reivindicação pós-colonial por excelência e um manifesto feminista atemporal.  É impossível voltar a ler Charlotte Brontë da mesma maneira depois de ler este livro. Isso sem mencionar que esta maravilhosamente bem escrito.
Sinopse: (Atenção – contém spoilers para quem ainda não leu Jane Eyre) Perdida entre estranhos numas Antilhas tão fascinantes como opressivas, vítima de diversos infortúnios familiares e minada pela incompreensão e desprezo do marido, Antoinette vai perdendo tudo o que amava, incluindo a segurança necessária para manter o equilíbrio mental… Este extraordinário romance desenvolve-se paralelamente ao clássico gótico de Charlotte Brontë Jane Eyre, e procura reescrever, como comentei nas primeiras linhas, a história da primeira mulher de Edward Fairfax Rochester, a «louca do sótão». A voz torbulenta de Antoinette, silenciada no romance de Brontë, oferece a quem lê uma possibilidade de compreender as causas dessa loucura que o romance vitoriano se empenhou em manter escondida…
Se não leram "Jane Eyre" de Charlotte Brontë aconselho que o façam antes de ler “Vasto Mar de Sargaços.” de Jean Rhys
Livro disponível na TUA LIVRARIA»»

GetResourceJean Rhys é o pseudónimo de Ella Gwendolyn Rees Williams, nascida na Dominica em 1890, filha de um médico galês e de uma mãe crioula branca. Aos 16 anos foi para Inglaterra, onde foi manequim, modelo e rapariga de coro. Começou a escrever em Paris, aos 30 anos, quando o primeiro dos seus três casamentos terminou. Vanguardista de temas e forma, o seu trabalho foi ignorado a princípio e Jean deixou de escrever e de aparecer em público. Foi descoberta vinte anos mais tarde e escreveu a sua obra mais emblemática: Vasto Mar de Sargaços.Foi eleita Fellow da Royal Society of Literature e Commander of the British Empire, o mais elevado título britânico.

 Não se esqueçam que continuamos em contagem decrescente 
para fazermos acontecer juntas.
Temos 1 semana e 4 dias para tornar este projecto uma realidade.
APOIA»» e anima os teus amigos e amigas a fazer o mesmo.

Um abraço da vossa livreira vermelha ;)

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© Confraria Vermelha – Livraria de Mulheres, 2015

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