“Quem te ama não te agride!”

Nestes dias as redes sociais têm sido invadidas pela frase “Quem te ama não te agride!”. Mote da nova campanha contra a violência no namoro.

Infelizmente, no nosso país e nos dias que correm, ainda temos de suportar a lacra da violência em nome do amor (violência machista), quer seja física e/ou psicológica. E esta campanha torna visível que este comportamento violento em nome do amor, começa logo no namoro.

São muitas as mulheres (neste post vou só falar das mulheres que são vitimas, não negando que existem homens que são vítimas deste tipo de violência mas  para essas situações prometo trazer outras recomendações literárias) que padeceram e padecem violência nas suas relações afectivo-sexuais e muitas, as que por medo, não se atrevem a conta-lo. Por e para elas, a sociedade continuam a encontrar caminhos para erradicar de forma definitiva este tipo de violência.

Os livros também podem ajudar a combater estas situações por isso, aqui fica a minha (primeira*) recomendação literária para as mulheres (especialmente para as adolescentes e jovens) que procuram o verdadeiro amor: O Amor Próprio.

Um livro que pode ser inspirador e acompanhar no caminho da auto*descoberta que apela à reflexão sobre as fronteiras do sonho e da realidade, da infância e da maturidade.

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Idade recomendada para a sua leitura: qualquer idade, especialmente os 14 e 15 anos.

“A Princesa que não acreditava em contos de Fadas”

Li este conto quando tinha uns 17 anos e com essa idade confesso que me fez ver o meu pequeno mundo desde outra perspectiva.

O livro narra as aventuras da Victoria, uma princesa educada por uns pais rígidos e pouco permissivos. Criada neste ambiente conservador, Victoria deseja sair do seu núcleo familiar e construir a sua própria história com base nos contos de Fadas que lhe contavam de pequena.

Junto com ela temos a sua amiga imaginária Vicky (sempre tive fascínio pelos amigos imaginários, acho que tod@s devíamos conservar um), uma espécie de alter ego que a acompanha nas suas aventuras e lhe mostra o seu lado selvagem, rebelde e sincero.

Com o passar do tempo, a Victoria vai conhecer aquele que pensa ser o amor da vida dela, o seu príncipe azul, um homem idealizado pelos contos de fadas: atractivo, bondoso, carinhoso…. Mas após alguns anos de vida conjugal, a Victoria e a Vicky descobrem que o seu “Príncipe Azul” é mais do tipo Mister Hyde.

Assim sendo, começam uma trepidante aventura onde, junto com um grupo de personagens animadas que as guiam durante o seu percurso. Vão aprender a amar-se a si mesmas e descobrir que o verdadeiro amor é o amor por uma mesma; vão descobrir a força interior, a sua vitalidade e viver de forma independente.

Este conto (de fadas) recorda-nos que a felicidade nem sempre anda de mãos dadas com um “Príncipe azul”, mas é sempre trazida pela nossa própria mão quando sabemos dizer “basta”.

Espero que desfrutem da leitura ou possam recomenda-lo/oferece-lo alguma mulher da vossa via. Se estiverem interessadxs podem adquirir o livro aqui »»

Um abraço da vossa livreira vermelha ;)

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*PS: Este primeiro post é dedicado a M. que tem uma filha adolescente que “perdeu a sua amiga imaginária” porque ficou encantada por um “príncipe azul”, que afinal não era tão azul.   Agora ambas (mãe e filha) andam a tentar reencontrar a ‘amiga imaginária’, da jovem, para poderem resgatar o amor próprio da jovem.

© Confraria Vermelha – Livraria de Mulheres, 2015

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